Carlos Nascimento

Repórter Investigativo De Seg. à Sábado as 06:00 - Programa A Voz do Povo na Rádio Difusora de Mossoró.

Com macas retidas em hospital, ambulâncias deixam de rodar em Natal e impedem transferência de paciente

Seis ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Natal, além de uma do Samu Metropolitano, ficaram presas nesta quinta-feira (10) no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, porque as macas dessas viaturas foram retidas na unidade. O motivo é que a administração não dispõe de acomodações para os novos pacientes que chegam ao hospital.

O Walfredo Gurgel é o maior hospital do Rio Grande do Norte e, com a paralisação dessas ambulâncias, não foi possível nesta terça transferir para lá os casos de urgência que apareceram em outras unidades de saúde.

A situação era essa até o final da tarde. Além das ambulâncias da capital e cidades vizinhas, havia ainda outras do interior do estado também estacionadas no pátio. No Samu Natal, são nove ambulâncias ao todo. Apenas duas ficaram rodando.

A dona de casa Eliane Pimentel conta que a mãe dela está na Unidade de Pronto Atendimento do Pajuçara, na Zona Norte de Natal, com suspeita de AVC. Entretanto não pode ser transferida para a emergência do Hospital Walfredo Gurgel por falta de transporte. A mulher agora tenta assinar um termo de responsabilidade para levar a mãe em um carro particular.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que o problema da falta de macas, que ocasiona a retenção das ambulâncias, se agravou após o feriadão da semana passada.

De acordo com a pasta, como houve um esquema de escalas para o trabalho no feriado, algumas cirurgias deixaram de ser feitas e os pacientes seguiram aguardando pelos procedimentos na unidade, ocupando as vagas. Além disso, ainda segundo a Sesap, a greve dos médicos, que durou uma semana, teria também piorado a situação do atraso das cirurgias.

FUTEBOLZINHO: BRASIL NÃO CONSEGUE VENCER O SENEGAL

A seleção brasileira segue sem saber o que é vitória depois da conquista da Copa América em casa, em julho. O time comandado por Tite empatou em 1 a 1 com Senegal, nesta quinta-feira, em amistoso disputado em Singapura, e chegou a três partidas sem triunfar. Firmino abriu o placar com um golaço, e Diédhiou empatou cobrando pênalti sofrido por Mané depois de bela jogada.
JEJUM INCÔMODO
O empate desta quinta-feira é o terceiro tropeço seguido do Brasil, que havia empatado com a Colômbia e perdido para o Peru em setembro. O incômodo jejum de três jogos sem vencer é o maior em mais de seis anos. A última vez que isso aconteceu foi na virada de 2012 para 2013, quando a equipe chegou a ficar cinco partidas sem triunfar, sob os comandos de Mano Menezes e Luiz Felipe Scolari – na ocasião, perdeu para Argentina e Inglaterra e empatou com Colômbia, Itália e Rússia.
ATUAÇÃO SEM BRILHO
Alterações de Tite não mudaram desempenho do Brasil
Escalada basicamente com a equipe que ganhou a Copa América em casa, a seleção brasileira teve mais uma atuação sem brilho. Depois de um bom começo, em que criou chances e abriu o placar com um golaço de Firmino, o time caiu de produção e passou a sofrer diante da marcação de Senegal, que também buscou o ataque e chegou a ter maior posse de bola. O gol sofrido no fim do primeiro tempo premiou a estratégia de Senegal, que teve as melhores chances em um segundo tempo em que as alterações de Tite não mudaram o panorama da partida.
100 JOGOS, MAS SEM GOL
Neymar em ação no amistoso Brasil x Singapura
Neymar completou 100 jogos pela seleção brasileira no amistoso desta quinta-feira, mas não conseguiu balançar as redes. O camisa 10 do Brasil não teve uma atuação de destaque, e apesar de algumas boas jogadas, sendo sempre bem marcado, acabou cometendo muitos erros.
OS ESTREANTES
Estreante Matheus Henrique entrou no lugar de Arthur
Tite promoveu a entrada de dois estreantes no segundo tempo do duelo contra os senegaleses: Matheus Henrique entrou em campo no lugar de Arthur, e Renan Lodi substituiu Alex Sandro na lateral esquerda. Os dois, entretanto, não tiveram destaque em meio ao desempenho irregular da equipe.
DEU TRABALHO
Craque e referência de Senegal, Sadio Mané fez aquilo que se esperava dele. Com companheiros de bom nível, em uma equipe bem armada por Aliou Cissé, o astro do Liverpool caiu sempre pelo lado esquerdo e deu trabalho à defesa brasileira. Ele fez a ótima jogada que – começando ainda no campo de defesa – terminou com um pênalti de Marquinhos e permitiu o empate senegalês.
OS PRÓXIMOS PASSOS
A seleção brasileira terá a chance de encerrar seu jejum de vitórias no próximo domingo, quando enfrentará a Nigéria em novo amistoso em Singapura, às 9h (de Brasília). Depois, o time só volta a campo em novembro, para a última Data Fifa de 2019, quando enfrentará a Argentina e a Coreia do Sul (adversário ainda não confirmado).

Óleo vazado leva a solução de enigma de caixas que surgem em praias no NE

Colaboração para o UOL, no Nordeste

Óleo vazado leva a solução de enigma de caixas que surgem em praias no NE

O mistério das caixas de borracha que há um ano chegam pelo mar às praias do Nordeste chegou ao fim. Pesquisadores da UFC (Universidade Federal do Ceará) acreditam ter resolvido o enigma enquanto pesquisavam as causas do derramamento de óleo que atinge a região no último mês. Pesquisadores do Labomar (Instituto de Ciências do Mar) da UFC (Universidade Federal do Ceará) afirmam que os fardos são do navio cargueiro alemão Rio Grande, afundado durante a Segunda Guerra Mundial

Além do enigma, as caixas representam riscos. Em 8 de junho, uma colisão de um buggy com um desses blocos de borracha na praia de Santa Rita, em Extremoz, região metropolitana de Natal, causou duas mortes e deixou duas pessoas feridas. Agora, os pesquisadores estudam se o óleo que está poluindo as praias do nordeste vem do mesmo navio das caixas.

Eles observaram que a substância apresentou rota parecida com a que foi percorrida pelos fardos de borracha. O professor Rivelino Cavalcante, um dos pesquisadores do estudo, coletou várias amostras do óleo depositado em praias do Ceará. material. Os pesquisadores vão cruzar os dados da análise, como característica, idade e origem geográfica, com os obtidos na pesquisa do navio.

 

História

O cargueiro Rio Grande, que estava carregado de borracha, foi torpedeado pelas tropas dos Estados Unidos e afundou na costa brasileira, próximo a Recife, em 1944. O navio foi encontrado em 1996, a aproximadamente 5.700 metros de profundidade. Segundo a pesquisa, tripulantes da embarcação conseguiram sobreviver saindo em pequenos botes, depois desembarcaram em Fortaleza e foram presos na 10ª Região Militar.

As informações sobre o naufrágio do navio foram obtidas por um banco de dados americano sobre naufrágios no Atlântico Sul. “É um marco histórico, porque conseguimos identificar a origem dessas caixas em relação ao cargueiro que deve ter se rompido no fundo do mar, explica o professor Carlos Teixeira, um dos responsáveis pela pesquisa”.

Os pesquisadores começaram a desconfiar que os blocos pertenciam ao navio ao associarem uma inscrição marcada em uma caixa que encalhou em julho, em uma praia do município de Itarema. Diante desse dado que indicaria que o produto era antigo, os pesquisadores cruzaram as informações com a pesquisa histórica e identificaram o navio cargueiro que trazia material da Indochina Francesa, semelhante às caixas.

Para respaldar a tese de que o navio é fonte das caixas, os pesquisadores simularam no computador a liberação de partículas a partir do ponto que o navio afundou e os objetos chegaram à costa nordestina. “Ne.

“Nessa simulação, são considerados fatores como direção das correntes marítimas, temperatura, salinidade e ventos. Com isso, é possível saber de onde os materiais vêm e para onde eles estão sendo transportados pelas correntes”, explicam os pesquisadores. Agora, eles estão elaborando um artigo científico sobre o achado para ser publicado em um periódico internacional.

O professor Luis Ernesto Bezerra, também responsável pela pesquisa, ressalta que outros casos semelhantes com o surgimento das caixas no litoral do nordeste já ocorreram em outras partes do mundo.

Segundo ele, um deles ocorreu em 2012, quando caixas encalharam em praias de países da Europa e pesquisas apontaram que os objetos eram de um navio japonês afundado em 1917, na Primeira Guerra Mundial. Além da pesquisa histórica, o estudo está analisando os crustáceos que estão grudados em algumas caixas para saber quanto tempo os blocos estão flutuando nas correntes marinhas.

Os crustáceos encontrados são do tipo “cracas”, que vivem em alto mar e vão se prendendo às superfícies que ficam à deriva.

A análise dos crustáceos ocorre pelo tamanho deles para saber o tempo e o DNA para descobrir as espécies. “Pelo tamanho das cracas, é possível saber há quanto tempo elas estão presas nas caixas.

“Ainda estamos aprofundando esses estudos de crescimento das cracas, mas elas estão lá há pelo menos três ou quatro meses, que é o tempo durante o qual essas caixas devem estar flutuando, pois as cracas só ficam na superfície”, descreve Bezerra.

As caixas começaram a encalhar há um ano nas praias do Nordeste. Os primeiros pacotes surgiram em Alagoas.

Em 2018, foram registrados encalhes dos objetos em todos os estados do Nordeste, exceto Bahia. Novas caixas voltaram a encalhar no litoral de Alagoas, Paraíba, Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte, no mês de junho.

Ministério cobrará devolução de R$ 5,8 mi do Bolsa Família pagos indevidamente

No total, 5,1 mil ex-beneficiários estão sendo convocados para apresentar defesa. Caso os recursos não sejam devolvidos, famílias serão inscritas em cadastro de devedores


Foto: Rafael Zart

Brasília/DF – O Ministério da Cidadania começou a convocar mais de cinco mil ex-beneficiários do Programa Bolsa Família a devolverem recursos recebidos indevidamente – o maior processo de cobrança de ressarcimento de repasses promovido pela Pasta. No total, o governo federal está emitindo cobranças no valor aproximado de R$ 5,8 milhões aos cofres públicos.
As pessoas foram identificadas a partir de auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) e de cruzamento de dados com o Tribunal de Contas da União (TCU). Isso porque há a suspeita de que essas pessoas tenham prestado informações irregulares intencionalmente ao Cadastro Único para Programas Sociais ou tinham renda superior ao permitido para participar do programa.
Para o secretário especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania, Lelo Coimbra, a inciativa mostra o empenho do governo federal em combater as irregularidades e garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa. “Isso é importante por dois motivos: primeiro, temos muita gente que precisa desse dinheiro. Embora sendo pouco, ajuda no combate à extrema pobreza. Segundo, por uma questão de justiça esse repasse não pode ser dado a quem usou de maneira indevida essa oportunidade, que seja devolvido”, apontou o secretário.
Cartas com aviso de recebimento estão sendo enviadas às famílias identificadas já com a Guia de Recolhimento da União (GRU) no valor previsto pelo governo federal. Os beneficiários têm até 30 dias para apresentar uma defesa ao Ministério da Cidadania. Caso a defesa não seja apresentada, os ex-beneficiários têm o mesmo período para pagar a guia. O não pagamento implica na inclusão do nome no Cadastro Informativo de Créditos não quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no sistema de cobrança do Tribunal de Contas da União (e-TCE).
O secretário nacional de Renda de Cidadania, Tiago Falcão, explica que as famílias que quitarem o débito com a União poderão ser selecionadas para retornar ao benefício após um ano, se atenderem às regras para participar do programa e após passar por um processo de averiguação das informações. “Não pagando, entrando no cadastro de devedores, as famílias têm limitações para fazer empréstimos, financiamento, abertura de contas, além de não conseguirem certidão negativa de débito junto à União. Isso faz então que ela tenha a sua vida financeira bastante complicada caso não regularize sua situação”, explicou. Falcão reforçou que o pagamento da guia encerra o processo imediatamente.
A primeira cobrança de recebimentos indevidos foi realizada em 2018 recuperou um milhão de reais aos cofres da União.

Bolsa Família

O Programa é voltado para famílias extremamente pobres (renda per capita mensal de até R$ 89) e pobres (renda per capita mensal entre R$ 89,01 e R$ 178). Os beneficiários recebem o dinheiro mensalmente e, como contrapartida, cumprem compromissos nas áreas de Saúde e Educação. Atualmente, o programa atende mais de 13,5 milhões de famílias com cerca de R$ 2,5 bilhões, por mês.
Por André Luiz Gomes
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania
Informações para a imprensa:
(61) 2024-2266 / 2412

MEC responde positivamente sobre adesão de Mossoró ao programa de escolas cívico-militares

Na última segunda-feira (07) a Prefeitura de Mossoró enviou e-mail ao Ministério da Educação (MEC) informando o desejo de aderir ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM). E já no dia seguinte, terça-feira (08), o gabinete da prefeita recebeu comunicado informando que o município de Mossoró passará para a próxima etapa que será de estudo para verificar a viabilidade de pessoal militar para implantação do programa em Mossoró.

A prefeita Rosalba Ciarlini se encontra em Brasília para agilizar o processo e garantir a chegada do PECIM em Mossoró. “Estamos na capital federal para diligenciarmos ações que viabilizem a implantação do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares nas unidades da nossa rede de ensino. Acreditamos desde o início no programa proposto pelo governo federal e estamos lutando para que ele chegue aos alunos do nosso município”, disse a prefeita Rosalba Ciarlini.

O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Defesa, surge para fomentar um novo modelo educacional de qualidade que possibilite elevar o nível de aprendizado, proporcionando melhores oportunidades aos jovens.

Polícia Civil recupera parte da carga de produtos Tupperware roubada em Mossoró.

Policiais Civis da Delegacia de Furtos e Roubos, recuperaram nesta terça feira, parte da carga de produtos Tupperware roubada no último dia 03, no bairro Boa Vista em Mossoró no Oeste Potiguar. Criminosos interceptaram o carro que transportava cerca de 10 caixas grandes com o material, por volta das 12h30min na rua Manoel Cirilo e roubaram a carga, avaliada em 9 mil reais.

A equipe da Defur sob o comando do delegado André Albuquerque, passou a investigar o roubo e conseguir descobrir os autores da ação e criminosa e chegar a duas casas no Alto da Pelonha, onde parte dos produtos, estava escondido e que segundo o agente Dias, seria vendida. Carla Cabral da Silva Lima e Larissa Aryele Souza, foram conduzidas à delegacia para esclarecer a origem do material e disseram que receberam o material de terceiros.

Carla foi autuada em flagrante por crime de receptação qualificada, por ser comerciante, (art. 180), não teve direito a arbitramento de fiança, sendo a mesma encaminhada para o sistema prisional onde ficará a disposição da justiça. Já Larissa foi autuada por crime de receptação simples e depois de pagar um salário mínimo de fiança, foi liberada e vai responder o processo em casa.

Segundo o Dr. André Albuquerque, os responsáveis pelo roubo, sendo dois homens, um deles usando tornozeleira eletrônica, já foram identificados, mas ainda não localizados. Os policiais montaram um cerco na casa de um deles, mas o mesmo conseguiu fugir. A autoridade policial deverá solicitar a justiça a prisão preventiva dos dois acusados.

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RN perde mais de R$ 47 milhões, alerta Zenaide Maia

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) fez um alerta para as perdas para o Rio Grande do Norte, nesta terça-feira (08), com a aprovação do Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN 18/2019), que abre cerca de R$ 3 bilhões em créditos suplementares para algumas áreas, como a da defesa, retirando mais de R$ 1 bilhão do orçamento da educação.  “É importante dizer a população que quem votou a favor do PLN votou a favor da retirada de verbas para a universidade pública e para os institutos federais”, destacou Zenaide Maia.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por exemplo, sofre impacto negativo de R$ 8,76 milhões e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) perde R$ 2,47 milhões. O prejuízo para a educação do Estado chega a R$ 12,5 milhões.

Na área de segurança pública, serão cancelados R$ 3,25 milhões que financiariam a aquisição de equipamentos e material para informatização e aperfeiçoamento da investigação criminal da Polícia Civil do Rio Grande do Norte. Ações de desenvolvimento urbano na capital, Natal, perdem R$ 2,05 milhões. Somados todos os cancelamentos, são R$ 47,7 milhões a menos para o Estado. “Eu não poderia ser favorável a cortes que prejudicam tanto, especialmente, a área de Educação e o Rio Grande do Norte”, declarou Zenaide Maia.

A proposta foi aprovada na Câmara, mas faltou a decisão do Senado, pois faltou quórum.